Financiamento imobiliário

Financiamento imobiliário: 5 tipos que você precisa dar atenção

24, Sep, 2020

A compra da casa própria é um bem que muitos brasileiros sonham em conquistar. Para isso, o financiamento imobiliário entra como uma das melhores opções para a aquisição do bem.

Normalmente, o ponto de maior atenção em relação a um imóvel financiado é o valor das parcelas e o tempo de contrato. Mas, é importante se atentar aos diferentes tipos de financiamentos e não apenas ao preço e prazo dado no investimento.

Foi pensando nisso que listamos 5 formatos para financiar o seu apartamento. Mas, primeiro, vamos entender o que é um financiamento imobiliário. Confira a seguir.



O que é um financiamento imobiliário?

De modo geral, o financiamento imobiliário nada mais é que um empréstimo com o banco. Neste caso com uma finalidade específica, que é a compra do seu tão sonhado apartamento.

Mas, você também pode financiar outros bens, como um automóvel, por exemplo.

A concessão do valor para a compra do imóvel é feita mediante a um contrato em nome do comprador. O credor é quem empresta o dinheiro, ou seja, bancos e instituições financeiras.

Cada estilo de financiamento imobiliário tem suas regras, que são variáveis também de acordo com a instituição que está cedendo o valor.

Para contratá-lo, é preciso que o comprador pague um valor de entrada. O restante é parcelado com juros por um período de até 20 anos. Agora, você irá conhecer os formatos desse investimento e como cada um deles funciona.


Leia também: Taxa Selic: Como isso influencia na compra de imóveis?



Sistema Financeiro de Habitação (SFH)

Criado em 1964, o SFH é um dos principais financiamentos imobiliários oferecidos no mercado brasileiro.

Para a compra do imóvel, essa opção utiliza os fundos reservados na conta poupança do comprador. Também abre para repasses pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Serve tanto para a compra de imóveis em construção, como também para aqueles já prontos.

Nele é concedido até 80% do valor total do imóvel, com inclusão das despesas acessórias. Desta forma, é uma opção que visa facilitar muito a aquisição do apartamento.



Sistema Price

Este é uma alternativa bastante popular, não apenas no Brasil, mas no mundo todo. Mesmo assim, ele tem caído em desuso há alguns anos.

O que tornou o sistema Price tão procurado são os benefícios oferecidos. Tem parcelas com valor fixo, os juros são aplicados de forma decrescente, enquanto as amortizações são crescentes.

No caso, um financiamento imobiliário de 10 parcelas terá um valor baixo de amortização no primeiro mês. Na parcela seguinte, o que cai é os juros, visto que o saldo devedor também diminui.

Em resumo, os juros vão baixando conforme as parcelas são quitadas, enquanto a amortização aumenta. Ao final do empréstimo, a amortização é cobrada em um valor correspondente a maior parte da última parcela.

Como o Brasil apresenta taxas altas de inflação, o Price foi adaptado ao longo dos anos para adequar as parcelas. Por conta disso, a variação do preço é referente ao valor da inflação.



Sistema de Amortizações Constantes (SAC)

O SAC é outra opção que trabalha com amortização para financiar o imóvel. Neste, também há variação dos juros, assim as parcelas acabam diminuindo no decorrer do financiamento.

A principal característica desta opção é que no início, as parcelas tem valor alto e vão diminuindo ao longo do contrato. Isso ocorre porque o devedor amortiza a dívida mais rápido, então os juros pago é reduzido.



Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI)

Outra opção para comprar o seu apartamento é o SFI. É uma alternativa para o SFH, quando o comprador não se enquadra ao outro formato disponível.

Neste caso, pode ser utilizado para a aquisição de imóveis com um valor mais elevado que os limites do SFH.

Outro fator é que o SFI é usado também por investidores do mercado imobiliário, suprindo a demanda destes.

Cidades em que os valores costumam ser mais altos do que o SFH permite, como São Paulo, costumam utilizar a outra opção. A ideia é que o financiamento seja menos burocrático.

Sendo assim, ele permite uma negociação mais flexível das taxas, o que é bastante positivo. Por outro lado, impossibilita o uso do FGTS na compra, que é uma grande facilidade.



Minha Casa Minha Vida

O programa foi criado em 2009 pelo Governo Federal e visa, sobretudo, atender a famílias de baixa renda. Desta forma, é um financiamento imobiliário que tem como proposta diminuir o déficit habitacional no país.

Ele é dividido em quatro faixas com regras distintas, cada uma com uma quantia de renda limite para a concessão do empréstimo. As condições de entrada e pagamento também são distintas ao que é trabalhado por instituições financeiras.

Esses são os 5 tipos principais de financiamentos imobiliários que você pode utilizar para comprar o seu apartamento.

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