compra de imóvel

Compra de imóvel: 4 formas de acompanhar os estudos de preços

19, Jun, 2020

A compra de imóvel é um marco de extrema importância na vida de qualquer pessoa, sendo o sonho de muitos. No entanto, é um processo bastante detalhado e que requer planejamento prévio.

Em tempos de crise, como a que o país vive atualmente em decorrência do novo coronavírus, esse estudo redobra a atenção. Isso porque o panorama econômico muda, alterando também as condições para a aquisição de um imóvel.


Você precisa analisar o mercado antes de realizar a compra de imóvel

Desde 2015, o mercado imobiliário tem se movimentado para continuar aquecido, já que se mostrava em desaceleração.

Para isso, o setor corre na contramão da crise, trabalhando com medidas que tornam o investimento mais interessante.

A Caixa Econômica, por exemplo, tem ofertado inúmeras possibilidades para facilitar a compra. Entre elas, destacam-se:

·        Pausa de 90 dias para financiamentos habitacionais de clientes com pagamentos em dia ou com até duas parcelas em atraso. O período também vale para clientes que utilizaram o FGTS no financiamento.

·        Mesmo prazo para pagamento parcial das parcelas. Serve para clientes com pagamento em dia ou atraso máximo de 2 parcelas.

·        Carência de 6 meses para o financiamento de imóveis novos;

·        Possibilidade de renegociação de contratos com atrasos entre 61 a 180 dias. Para esses, será possível pausar as parcelas ou pagá-las de forma parcial.


Bancos para financiamento

Vale lembrar que a Caixa é o principal banco para o financiamento de imóveis, sendo a líder no ranking brasileiro.

Outras entidades, como Itaú, Santander e Bradesco, também estão facilitando a compra de imóvel. Os 3 ampliaram as linhas de crédito pessoal durante a pandemia, aplicando juros mais baixos.

Além disso, Bradesco e Santander estão disponibilizando uma pausa de 2 meses no pagamento do financiamento. O Itaú tem a mesma proposta, porém o prazo cobre 120 dias.

No entanto, essas não são as únicas questões que devem ser avaliadas. Para ter a casa própria não basta apenas ter em mãos o dinheiro destinado à compra.

Dessa forma, é preciso estudar muitos aspectos que envolvem o imóvel, como as taxas aplicadas na compra, por exemplo.

Caso você queira aproveitar o momento para comprar o seu apartamento, mas não sabe por onde começar está no lugar certo: listamos aqui 4 dicas para acompanhar o estudo de preços. Veja a seguir.


1) Conheça as taxas cobradas

O processo de compra de um imóvel envolve uma série de taxas, por isso é considerado bastante burocrático. É muito comum que as pessoas não tenham ideia sobre essas cobranças, o que dificulta a aquisição.

A melhor forma de acompanhar e estudar os preços da tão sonhada casa própria é conhecer essas taxas. Dessa maneira, você terá uma noção mais ampla dos gastos, afinal a compra não é relativa apenas ao valor do imóvel.

A aquisição envolve os seguintes custos:

·        Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), com valor de 2% sob o preço do imóvel para São Paulo. Em outras regiões, a porcentagem tem variação;

·        Escritura pública;

·        Registro do imóvel;

·        Taxa de cessão de contrato para compra de imóvel;

·        Taxa de interveniência;

·        Taxa cobrada durante a obra. Esse custo entra somente para imóveis financiados e na planta e o valor é diluído nas parcelas;

·        Custo efetivo do imóvel (CET).

Essas são todas as taxas cobradas para comprar um imóvel. Você deve ter atenção em cada uma delas, pois ajudam a definir quanto de fato custará o apartamento.


2) Financiamento

Nem todo mundo consegue comprar o imóvel à vista. Com isso, o financiamento é a opção mais viável para a aquisição.

Essa é a taxa que costuma pesar mais no bolso do comprador, visto que se trata de uma linha de crédito. É possível conseguir o financiamento com instituições financeiras públicas ou privadas.

O acompanhamento do financiamento pode ser feito por meio de simulações nos bancos. Você pode pesquisar em mais de uma instituição para encontrar a opção que melhor se encaixa no seu orçamento. Cada banco tem seus próprios detalhes em relação ao financiamento, o que significa que as taxas e condições de pagamento são variáveis.

Leia também: Vai investir em apartamento? Veja 3 pontos que você precisa observar em uma construtora


3) Taxas de juros

Quem opta por utilizar o financiamento precisa ter atenção a alguns detalhes que envolvem esse tipo de empréstimo.

Uma das peculiaridades relacionadas à compra de imóvel com o financiamento são as opções de juros. A correção monetária é feita de duas formas:

·        Com juros pré-fixados, em que as taxas são definidas antes do fechamento do contrato. Nessa opção, o cliente saberá quanto ele paga de juros da primeira a última parcela.

·        Na opção de juros pós-fixados há uma variação da taxa durante a vigência do contrato, que segue a inflação. Isso significa que a cobrança não é fixa e muda conforme os índices.

A cobrança de juros também é relativa à situação econômica do país. Assim, em tempos de crise, os índices de inflação se elevam e os juros pós-fixados seguem a mesma lógica.

É preciso estudar essa taxa com cuidado caso esteja pensando em comprar um imóvel. A recomendação é fazer comparações das taxas de juros nominais e ficar de olho na inflação.


4) Selic

A Selic é uma taxa muito famosa no Brasil, por ser a mais básica em relação aos juros.

Basicamente, trata-se de uma média de juros paga pelo governo aos bancos, baseada nos empréstimos concedidos por eles. Por isso, ela tem bastante afinidade com o financiamento e é preciso ficar de olho nas condições da Selic antes da compra de imóvel.

O funcionamento da Selic também segue a situação econômica do país. Se ela estiver alta, os bancos dão preferência a empréstimos para o governo. Quando ocorre o contrário, os bancos se veem “obrigados” a emprestar para o consumidor, visando um lucro mais atrativo.

Em resumo, quanto mais alta for a taxa Selic, maior será o valor do crédito oferecido pelos bancos ao consumidor. A elevação dos preços ocorre porque as instituições bancárias possuem menos dinheiro disponível.

Na atual situação do país, é um momento interessante para investir na compra de imóvel. Isso porque a Selic foi afetada positivamente pela crise gerada pela pandemia do novo coronavírus.

O Comitê de Política Monetária (Copom) aplicou uma redução da taxa para 3% ao ano. Essa baixa tem corte de 0,75 pontos percentuais na taxa, que é a sétima redução dos juros básicos feitos pelo Banco Central.

Isso mostra que é um momento viável para a compra de imóvel, já que o mercado está favorável para isso.

E agora que você sabe o que é preciso avaliar antes da compra, está na hora de encontrar o apartamento perfeito. Na Construtora Lorenzini temos diversas unidades à venda prontas para morar. Clique aqui para conhecê-las.